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quinta-feira, 29 de julho de 2010




"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!"

Mário Quintana








Continua a ser meu favorito!

Uma singela homenagem ao  poeta que dia 30 comemoraria 104 anos.

domingo, 21 de março de 2010


Essa eu não conhecia... E veio tão bem a calhar com meus atuais sentimentos:

"Filosofia é, em última análise, a triste arte de ficar do lado de fora das coisas"

Daquele que ainda não perdeu o posto de favorito, Mario Quintana.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um poeminha do Mario Quintana, para começar bem a semana.
Recordo Ainda (Mario Quintana)

Recordo ainda...E nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas ai,
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai...
Que envelheceu, um dia, de repente...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Parabéns Mário!


Da Felicidade

"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz"

Quantas vezes já te pegaste pensando, será que sou feliz? Parece que sempre tem alguma coisa errada, algo que dê motivo de reclamação, algo que falta para agarrarmos de vez a felicidade. Quanto mais tempo dedicamos a formular a receita perfeita, mais nos afastamos da experiência que a possibilita. Afinal, o raciocínio estimula a alma, mas não a toca. Seria algo do tipo "do que não se pode falar, deve-se calar", pensando na própria felicidade como impossível de ser dita, formulada e pensada. A felicidade é vivida, lembrada, mostrada.

Amanhã serei mais feliz. Será? Para isso, viva o hoje. Valorize o que há em seu entorno e as lembranças de outrora, dos tempos de infância, das matraquices adolescentes. Quero um amanhã belo, assim como o é o presente. Preservar é uma palavra tão bonita, pois é preciso notar o que gostamos para podermos o preservar; do mesmo modo, o que nos faz mal de nada adianta preservar. E aí vem outra palavra mágica: mudança.

Preservar o que nos faz bem, mudar o que não está legal. Mas afinal, nem tudo é possível ou bom perpetuar; é difícil repetir momentos, por isso viver o instante é preservar a felicidade dentro de si. É deixá-la ir e voltar, na simplicidade do cotidiano, na leveza de se ver no mundo. Devemos, portanto, preservar a mudança.

Adoro os poeminhas do Quintana, mais do que dos poemãos. Vai mais um então, pequeninho só
de tamanho, não de reflexão:

Das idéias

Qualquer idéia que te agrade,
Por isso mesmo é tua,
O autor nada mais fez do que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua...

Aos meus poucos leitores, meu único comentador e sei lá quantos espiões, deixo o convite de compartilhar aqui e onde mais achar abrigo, algum poema do Quintana, em homenagem aos seus 103 anos.